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Revisão do Manual de Unidades de Aviação Militar da ONU tem contribuição brasileira

Publicado: Sexta, 15 de Fevereiro de 2019, 15h41

Salvador (BA), 15/02/2018 – Nesta sexta-feira (15), foi encerrada a primeira fase de atividades desenvolvidas pelo Grupo de Trabalho (GT) constituído para revisar o Manual de Unidades de Aviação Militar em Missões de Paz das Nações Unidas.

Realizado no Centro Militar de Convenções e Hospedagem da Aeronáutica (CEMCOHA), localizado na cidade de Salvador (BA), o trabalho teve início na segunda-feira (11) e contou com a participação de representantes da Organização das Nações Unidas (ONU) e de nove países.

Grupo de Trabalho debateu sobre a revisão do documento e novos assuntos, como tópico que trata sobre aviação naval

Dividido em subgrupos, ao longo da semana, o GT debateu os seis capítulos do manual. Vinte militares abordaram conteúdos sobre conceito de emprego de aviação militar, capacidades e tarefas, organização, apoio, treinamento e avaliação das unidades da aviação.

O subchefe de Operações de Paz do Ministério da Defesa (MD), contra-almirante Rogério Ramos Lage, explicou que o GT tratou da revisão do documento e de novos assuntos, como um novo tópico que abordará a parte referente à aviação naval.

Sobre a participação do Brasil no GT, o almirante Lage elencou possíveis benefícios que podem ser trazidos ao país. “Atuar no Grupo de Trabalho faz com que a doutrina que está sendo estabelecida atenda aos interesses do Brasil, ao cumprir missões relativas à aviação militar”, destacou.

MD trouxe 51 sugestões de alterações para manual, destaca o vice-presidente do GT, coronel Moura

Integrante da Subchefia de Operações de Paz do MD e vice-presidente do GT, o coronel Marcelo de Moura Silva atuou como um dos coordenadores das atividades, além auxiliar o GT em relação à harmonização dos conceitos apresentados e na solução de eventuais conflitos doutrinários.

O coronel Moura expôs as funções desempenhadas por aeronaves que integram o manual voltado às missões da ONU “Há uma grande diversidade de tipos de aeronaves que atuam em operações de paz da organização intergovernamental. São aeronaves de transporte, reconhecimento, helicópteros de ataque e utilitários (usados para transporte de pessoas, evacuação aeromédica, entre outros fins), bem como aeronaves remotamente pilotadas”.

Ainda segundo o militar, o MD trouxe para reunião 51 sugestões de alterações para o manual, sendo que as propostas foram desenvolvidas de maneira conjunta, com a participação das três Forças (Marinha, Exército e Aeronáutica). “Também estamos trabalhando para incluir conceitos de emprego e requisitos operacionais referentes ao emprego de aeronaves de ataque de asas fixas, sistemas de aeronaves remotamente pilotadas e aeronaves embarcadas”, acrescentou o coronel.

Aviador desde 1999, o major Humberto Baldessarini Pires, adjunto da Divisão de Doutrina da Subchefia de Avaliação e Doutrina (SCAD), do Comando de Preparo (COMPREP), da Força Aérea Brasileira (FAB), conta que a inclusão dessas três classes de aeronaves (asas fixas [que é a categoria que não inclui os helicópteros], sistemas de aeronaves remotamente pilotadas e embarcadas) é um anseio da Força Aérea.

“A introdução dessas unidades vai ao encontro das aspirações da FAB, uma vez que foram ofertadas seis aeronaves à ONU para uma eventual participação nas Operações de Paz, além de ser uma possibilidade futura o envio das aeronaves remotamente pilotadas”, explicou o major Humberto.

O adjunto da Divisão de Doutrina da SCAD conta que, há cerca de três anos, essa subchefia formou um grupo para preparar os Esquadrões Aéreos para o emprego em Operações de Paz da ONU. “A equipe da Aeronáutica contribuiu com os militares que realizam a revisão do manual trazendo a experiência operacional e doutrinária da FAB”, relatou o major Humberto em relação à participação no evento.

Segundo o aviador da SCAD, foram os militares brasileiros que apresentaram o maior número de sugestões para revisão do Manual de Aviação. O major Humberto destacou também outro lado positivo para o Brasil com relação à reunião. “A grande experiência foi compartilhar conhecimento com representantes de países tradicionais e com significativa atuação de seus meios aéreos nas Operações de Paz, como China, EUA, França, Paquistão e Suécia”, finalizou.

As próximas reuniões para revisão do manual de aviação ocorrem, em Islamabad, no Paquistão, e em Colombo, no Sri Lanka, nos meses de abril e junho deste ano.

Por Lane Barreto

Fotos: Keven Cobalchini/MD
Assessoria de Comunicação Social (Ascom)
Ministério da Defesa
(61) 3312-4071

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