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Indústria de Defesa é tema do “Diálogo Brasil-Reino Unido”

Publicado: Quinta, 29 de Novembro de 2018, 17h43

São Paulo, 27/11/2018 – O Ministério da Defesa realizou nessa quarta-feira (27), no Centro Cultural da Marinha em São Paulo, o “Diálogo da Indústria de Defesa Brasil-Reino Unido”, com o propósito de identificar estratégias e oportunidades de parcerias comerciais, com prioridade no desenvolvimento conjunto da indústria de defesa, e dar oportunidade para que os diversos segmentos do setor pudessem apresentar as suas potencialidades. O evento deu continuidade ao encontro realizado no Reino Unido em julho deste ano, e contou com a presença de militares brasileiros da Marinha, do Exército e da Força Aérea; e representando o embaixador de sua majestade Vijay Ramgarajan, o adido de Defesa do Reino Unido no Brasil, capitão de mar e guerra Kevin Fleming. Além de integrantes dos consulados britânicos no Rio de Janeiro e em São Paulo; de representantes da Associação das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (Abimde); e de personalidades que atuam na indústria de defesa brasileira e britânica.

Encontro reuniu brasileiros e britânicos

Na abertura do encontro, o Secretário de Produtos de Defesa, almirante Marcelo Francisco Campos, destacou o relacionamento duradouro entre o Brasil e o Reino Unido, fazendo uma retrospectiva histórica da interação entre as Marinhas inglesa e brasileira, a começar com a escolta da Família Real portuguesa na sua vinda para o Brasil. Depois citou a aquisição das Fragatas Classe Niterói e dos submarinos Oberon. Também relembrou a compra do Porta Helicópteros Multipropósito Atlântico.

Almirante Campos abriu o Diálogo dando as boas vindas a todos e enaltecendo a parceria

Em seguida, o adido de Defesa do Reino Unido no Brasil, capitão de mar e guerra Kevin Fleming, agradeceu a grande oportunidade para o compartilhamento de informações e entendimentos, e para os agentes do contexto se conhecerem melhor. Além de ser uma boa oportunidade para fazer negócios e para o desenvolver o relacionamento mútuo, pois “o relacionamento já existe, não só com a Marinha, mas, também, com as demais Forças”, destacou o adido de defesa britânico.

Adido de Defesa do Reino Unido disse que um em cada 200 empregos gerados no país está vinculado à indústria de defesa

Processo de aquisição do Reino Unido
O primeiro painel, mediado pelo representante do Consulado-Geral Britânico no Rio de Janeiro, Felipe Medeiros, contou com a participação do diretor do Centro de Apoio à Sistemas Logísticos de Defesa, almirante Edésio Teixeira Lima Junior e do capitão de mar e guerra da Marinha britânica, Kevin Fleming, que destacou que um em cada 200 empregos gerados no Reino Unido é consequência da indústria de defesa. Em seguida, o almirante Edésio, disse que um evento como o diálogo Brasil-Reino Unido é muito importante, pois uma das metas prevista na Estratégia Nacional de Defesa (END) é a busca de parcerias em tecnologia e oportunidade de negócios. “A metodologia clássica de planejamento e gerenciamento de projeto, e de planejamento baseado por capacidades, são semelhantes no meio militar e no meio empresarial”, afirmou.
O almirante disse ainda, que o ciclo de vida é um instrumento que assegura controle na obtenção e na utilização, sempre ponderando os aspectos de riscos que podem envolver a aquisição de investimentos e as decisões que devem ser tomadas em termos de custo, desempenho, qualidade e prazo. “A governança, o conhecimento e o relacionamento institucional são as dimensões que devem ser trabalhadas em função daquelas”, alegou.

Os painéis deram a oportunidade de apresentar os produtos de defesa e alinhar conhecimentos acerca do tema

Parcerias e financiamentos
No período da tarde, foram realizados mais dois painéis, um abordando as parcerias estratégicas, e um terceiro falando de investimentos e financiamentos de defesa. O almirante Campos abriu o segundo painel, que contou com a participação do diretor da Bae System, Marco Caffe; e do representante da Abimde, Fernando Ikedo. Além de Leonardo Nogueira que atuou como moderador. O almirante enfatizou que para desenvolver o Programa estratégico de Defesa, as parcerias estratégicas são fundamentais. Pois, a Base Industrial de Defesa (BID) contribui para dois aspectos dentro da nação, para a soberania e para economia de defesa, que gera desenvolvimento tecnológico de ponta e tecnologias disruptivas.
O terceiro painel, teve como moderador, Alexandre Assis, do Consulado-Geral Britânico em São Paulo, e abordou os investimentos e os financiamentos de defesa. Nesta etapa, participaram o gerente do departamento de financiamentos e economia de defesa, coronel Diógenes; e o assessor de investimentos da Câmara de Comércio Exterior, Márcio Luiz de Freitas Naves de Lima. Além de Maria Angélica Luqueze, representante da agência de fomentos às exportações britânicas, que disse que o encontro foi importante, não só pelo setor de defesa ser importantíssimo para o Brasil, mas pela oportunidade de mostrar como o Reino Unido pode contribuir para o desenvolvimento do país. Pois, o Reino Unido pode trazer para Brasil a manutenção de uma parceria de muitos anos, um relacionamento institucional muito forte. Além de tecnologia, inovação e disrupção que podem tornar as Forças brasileiras cada vez mais eficazes. “Na minha visão, a perspectiva é extremamente positiva, pela interação entre os conhecimentos adquiridos pelo Brasil e o que a tecnologia britânica pode trazer”, analisou.


Parceria é fundamental
Já para o Diretor do Departamento de Financiamentos e Economia de Defesa (Depfin), almirante Luiz Carlos Faria Vieira, a busca de parceria é fundamental para indústria de defesa por ser uma indutora de desenvolvimento econômico para o nosso país pelo grande potencial de exportação que possui. E um diálogo como o Brasil-Reino Unido serve para mostrar o potencial do nosso país aos demais.

Por comandante Cleber Ribeiro

Assessoria de Comunicação Social (Ascom)
Ministério da Defesa
61 3312-4071

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