Acessibilidade
Ir direto para menu de acessibilidade.
Você está aqui: Página Principal > Notícias > Defesa, Saúde e Expedicionários realizam atendimentos médicos e cirurgias em aldeia indígena do Amazonas
Início do conteúdo da página

Defesa, Saúde e Expedicionários realizam atendimentos médicos e cirurgias em aldeia indígena do Amazonas

Publicado: Quarta, 16 de Maio de 2018, 17h51

Brasília, 15/05/2018 - Brasília, 16/05/2018 – O Ministério da Defesa (MD) e os Expedicionários da Saúde (EDS) participaram do programa “SESAI em Ação”, promovido pela Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI), do Ministério da Saúde (MS), por meio da "40ª Ação Expedição da Saúde". Para a Defesa a ação ocorreu no período de 27 de abril a 17 deste mês, considerando a mobilização e  a desmobilização, e consistiu em proporcionar atendimento de saúde, médico e odontológico à população indígena de Crispim e das aldeias Humaitá e Camutama, localizadas às margens do Médio Rio Purus, a oito horas de barco do município de Lábrea, no estado do Amazonas.

Cada helicóptero da Força Aérea Brasileira (FAB) que pousou na aldeia Crispim, conduzindo pacientes para atendimento, foi recebido pelo cacique José Roberto, seus parentes, a comunidade local e por militares do Exército Brasileiro (EB), médicos, profissionais de saúde e componentes de entidades ligadas à população indígena.

helicóptero se aproxima para o pouso e muitas pessoas se aproximam para ver.
A chegada do helicóptero da Força Aérea atraiu a curiosidade da comunidade local

O "SESAI em ação" teve sua abertura na sede da Prefeitura de Lábrea, distante 853 km de Manaus (AM), e contou com o prefeito, Gean Campos de Barros; o secretário especial de saúde indígena, Marco Antônio Tocollini; o coordenador do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) do Médio Rio Purus, Carlos Galvão; e representantes da comunidade indígena local. O coronel da FAB Juraci Muniz de Santana Junior representou o Ministério da Defesa. Durante o evento, o prefeito agradeceu o apoio do MD, demonstrado pela participação em um ato de solidariedade que beneficiará centenas de famílias no meio da floresta amazônica. 

“É o momento em que o povo se sente apoiado pelo poder público”. Afirmou o prefeito de Lábrea.

O coronel Juraci Muniz representou o Ministério da Defesa na solenidade
O coronel Juraci Muniz representou o Ministério da Defesa na solenidade

A atuação do Ministério da Defesa (MD)

A participação do MD consiste em proporcionar o transporte de pessoal (técnicos de enfermagem, médicos e de apoio) e do material (hospital de campanha, alojamentos, armazéns, cozinha, refeitório) para a aldeia onde se desenvolve a ação. Além disso, a montagem do material é realizada pelas Forças Armadas.

A atuação da Força Aérea Brasileira (FAB)

A Força Aérea Brasileira (FAB) teve importante papel na mobilização de toda a infraestrutura. As aeronaves transportam pessoal e todo aparato técnico e de apoio de Manaus (AM), São Paulo (SP) e outros estados para a aldeia Crispim. Bem como, apoia nos deslocamentos dos pacientes indígenas e seus acompanhantes para o local de atendimento e seus retornos as suas aldeias de origem.

Para o tenente Wallace Woelbert, do 7º esquadrão do 8º Grupo de Aviação (Esquadrão Harpia), piloto de uma das aeronaves, “ajudar o próximo é sempre gratificante e, nesse caso específico, fazer a diferença na vida dessa população,  levando um pouco de conforto, faz muito bem”.

militares carregam uma maca com um paciente deitado sobre ela para um helicóptero pouxa no gramado da aldeia Crispim
Os pacientes com dificuldade de locomoção foram apoiados pelos militares do Exército

A atuação do Exército Brasileiro (EB)

Já o Exército Brasileiro (EB) atuou com militares  do 54º Batalhão de Infantaria de Selva (54º BIS), sediado em Humaitá (AM), e do Comando da 17ª Brigada de Infantaria de Selva (17ª Bda Inf Sl). Eles realizaram o transporte, por terra, do material pesado e gêneros alimentícios e o apoio na montagem e desmontagem das estruturas físicas. Além de participar da distribuição de medicamentos e do apoio aos pacientes com dificuldade de locomoção nos períodos pré e pós-operatórios.

Para o comandante do 54º BIS, coronel Renaldo Silva Ramos de Araújo, “o trabalho é árduo, mas muito gratificante, pois participar do momento em que o paciente chega cego à aldeia e em menos de 24 horas sai enxergando, “não tem preço”.

O programa “SESAI em Ação”

No desenvolvimento do “SESAI em Ação”, os pacientes chegam em aeronaves da FAB, são conduzidos para uma triagem, onde é feito o levantamento preliminar das necessidades de saúde dos mesmos, e inicia o efetivo atendimento, que pode ser de enfermagem, médico ou odontológico. Sendo que o atendimento médico varia de ambulatorial (clínico, pediátrico, ginecológico, oftalmológico, ortopédico, odontológico) a cirúrgico (de média complexidade).

Médica atende criança
Atendimento pediátrico, uma das prioridades do programa

Atuando no acolhimento aos pacientes com dificuldade de locomoção, no pré e pós-operatórios, a sargento do Exército Sayonara Campos, de origem indígena, foi voluntária para ação e se disse muito gratificada em participar. “Acompanhar os pacientes me deixa muito satisfeita”, ressaltou.

Militares do Exército acolheram os pacientes após a cirurgia sob a supervisão da sargento Sayonara Campos

Para o cacique João Neri, do povo Caricuna, do Conselho Distrital de Saúde Indígena (ConDiSI) e representante de 109 aldeias e 11 polos-base, a importância da presença das Forças Armadas em Lábrea e no médio Purus está na possibilidade de acesso às aldeias mais distantes e no transporte dos indígenas para o local do atendimento.  Ele agradeceu  e relembrou o apoio prestado em outra ação realizada na região, que foi a “Operação Gota”.

A Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI)
A Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI) é a área do Ministério da Saúde responsável por coordenar a Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas e todo o processo de gestão do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS) no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).

O secretário Tocollini destacou a presença de profissionais de renome no cenário nacional e uma infraestrutura de primeiro mundo para atender a demanda reprimida dos indígenas, especialmente, os da floresta amazônica, que tem grande dificuldade de acesso. Para ele, a realização de 324 cirurgias (catarata, hérnia e outras cirurgias gerais); 3.710 consultas (odontologia, pediatria, ginecologia e oftalmologia); 4.778 exames e procedimentos só foi possível devido à participação de parceiros como o Ministério da Defesa e os Expedicionários da Saúde. Além de toda equipe da SESAI.

Representantes do Ministério da Defea, da SESAI e dos Expedicionários observam equipamento médico durante a visita as instalações de campanha
O atendimento médico foi realizado por profissionais renomados e com a utilização de equipamentos modernos de medicina

Os Expedicionários da Saúde (EDS)

A ONG “Expedicionários da Saúde (EDS)” é voltada para a medicina e saúde e tem por missão levar atendimento médico especializado, principalmente cirúrgico, às populações indígenas que vivem isoladas. Por conta do intenso contato com a luz solar, há uma alta incidência de doenças degenerativas dos olhos, como a catarata. O intenso esforço físico realizado por essas populações também provoca o desenvolvimento de hérnias inguinais e abdominais. Por isto, os Expedicionários da Saúde atendem às populações indígenas em regiões isoladas.

Equipe médica posicionada ao redor da mesa de cirugia realiza procedimento em paciente deitado.
As cirurgias foram realizadas em centro cirúrgico de campanha em plena selva amazônica

Por meio de um Complexo Hospitalar Móvel, a EDS organiza expedições com tecnologia de ponta e médicos voluntários, entre eles militares, que realizam cirurgias e orientação pré e pós-operatórias.  O coordenador geral dos Expedicionários, Ricardo Affonso Ferreira, disse que o apoio do MD é fundamental nesse tipo de ação. “Sem o apoio do Ministério da Defesa não seria possível executar esse tipo de ação, que eu acho de fundamental importância para a população indígena que vive geograficamente isolada”.

Após o encerramento 40ª edição do programa “SESAI em Ação”, ocorre a desmobilização de todo aparato material e o retorno dos médicos, pacientes e acompanhantes para as suas localidades de origem, com o apoio das Forças Armadas.
 

Militares e civis participantes do projeto SESAI em Ação posicionados em frente a um helicóptero da Força Aérea para uma foto
Militares das Forças Armadas e representantes das instituições participantes do projeto unidos em prol da saúde indígena

Os helicópteros da FAB ao decolarem da aldeia Crispim, conduzidos por hábeis pilotos, partem levando não só médicos e  profissionais  realizados pelo trabalho concluído, mas também pacientes e acompanhantes bem atendidos, e deixam no solo militares orgulhosos por mais uma missão bem cumprida e uma comunidade indígena agradecida pelo apoio recebido.




Por comandante Cleber Ribeiro

Assessoria de Comunicação Social (Ascom)
Ministério de Defesa
61 3312-4071

Fim do conteúdo da página