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"Estratégia Nacional de Defesa não veio para ficar no papel", assegura Jobim

Publicado: Terça, 14 de Abril de 2009, 13h09

"Estratégia Nacional de Defesa não veio para ficar no papel", assegura Jobim

Rio de Janeiro, 14/04/2009 - O ministro da Defesa, Nelson Jobim, e o presidente da Embraer, Frederico Fleury Curado, presidiram na tarde desta terça-feira (14/04), no Rio de Janeiro, cerimônia de assinatura de novos contratos para projetos de aviação militar: um com a Marinha, para modernização de doze jatos (AF-1 e AF-1A), que equipam o porta-aviões São Paulo, e outro com a Aeronáutica, para o desenvolvimento do avião cargueiro KC-390, que substituirá os antigos Hércules (C-130). “Os senhores estão vendo que a Estratégia Nacional de Defesa não veio para ficar no papel”.

A solenidade aconteceu no primeiro dia da feira LAAD 2009 – Latin America Aero e Defence, que se realiza até o dia 17, sexta-feira, no Riocentro, Rio de Janeiro.

O projeto do KC-390 prevê o desenvolvimento do avião, de acordo com especificações da Aeronáutica, e construção de dois protótipos, no prazo de 7 anos, ao custo estimado de R$ 3 bilhões. O presidente da Embraer observou que, além de renovar a frota da FAB, o novo equipamento também terá grande potencial de exportação, em substituição aos Hércules que sairão de linha nas próximas décadas em diversos países.

Jobim destacou que, além de aumentar a capacidade de apoio logístico da Aeronáutica ao Exército, com a ampliação da capacidade de deslocamento de uma brigada leve para qualquer região do Brasil, os novos cargueiros também ampliarão a capacidade brasileira de participar de missões humanitárias. Cada avião terá capacidade para transportar até oitenta soldados, blindado leve, com carga total de 19 toneladas.

O ministro destacou também a importância da modernização dos aviões da Marinha. Segundo ele, isso só será possível por que o Brasil detém os códigos-fonte e os softwares dos aviões. É para assegurar essa autonomia, inclusive de manutenção e modernização, que ele exige transferência de tecnologia na aquisição de novos equipamentos para as Forças Armadas. “Esse contrato assegura o apoio logístico (para os aviões) por quinze anos”, afirmou Jobim.

A Embraer, que já faz a modernização de aviões da Força Aérea, como os caças F-5 e A-1 (AMX), comemorou o trabalho conjunto com a Força naval. “A Embraer se sente honrada com a confiança da Marinha do Brasil na realização desse importante contrato e a acolhe com entusiasmo no grupo de clientes de defesa, que reúne mais de 20 forças armadas ao redor do mundo”, disse o presidente da empresa.

A assinatura dos dois contratos foi feita, respectivamente, pelos comandantes da Marinha, Almirante-de-Esquadra Júlio Soares de Moura, e da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro-do-Ar Juniti Saito, no dia de abertura sétima edição da Latin America Aero and Defence (LAAD).

Texto: José Ramos
Fotos: Tereza Sobreira
Assessoria de Comunicação Social
Ministério da defesa
(61) 3312-4070

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