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Banda do Corpo de Fuzileiros Navais mantém tradição com gaitas de fole escocesas

Publicado: Terça, 07 de Junho de 2016, 15h32

Brasília, 07/06/2016 – A Banda Marcial do Corpo de Fuzileiros Navais (BMCFN) tem como uma de suas características marcantes as apresentações com gaitas de fole escocesas. Os instrumentos foram presentes da rainha da Inglaterra para o USS Saint Louis, navio pertencente à Marinha Americana. Essa embarcação foi incorporada à Força Naval brasileira, em 1951, com o nome de Cruzador "Tamandaré", e sua tripulação presenteou a BMCFN com 16 gaitas escocesas.

Com base histórica na Fortaleza de São José construída em 1736, na Baía da Guanabara, no Rio de Janeiro, a BMCFN possui 120 militares e é regida pelo suboficial Fuzileiro Naval Luis Carlos Gomes Barbosa.

Fotos: Tereza Sobreira/ MD
A Banda Marcial do Corpo de Fuzileiros Navais tem base histórica na Fortaleza de São José construída em 1736, na Baía da Guanabara, no Rio
A Banda Marcial do Corpo de Fuzileiros Navais tem base histórica na Fortaleza de São José construída em 1736, na Baía da Guanabara, no Rio

Integrante da Marinha do Brasil há 23 anos, o 1⁰ sargento fuzileiro naval, Nelson de Sousa Silveira, conheceu a gaita de fole quando acompanhava as apresentações da BMCFN na adolescência. “Eu assistia às evoluções da banda e acabei me encantando por esse instrumento, sonhava um dia poder fazer parte dela”, lembra o músico.

Nelson também toca clarinete e saxofone e ressalta que uma das complexidades para executar a gaita de fole se deve à ausência de escolas especializadas no Brasil. “Esse instrumento não é muito difundido aqui. Não temos escolas de gaita de fole em nosso país e, por isso, a parte pedagógica e os manuais vêm da Escócia, da Inglaterra”, explica.

Além dos instrumentistas que executam as gaitas escocesas, as cantoras eruditas têm papel de destaque na Banda. Em 2006, a Marinha lançou concurso para solistas e quatro cantoras passaram a fazer parte do grupo. Por meio dessa oportunidade, a 2⁰ sargento Dhielen Pacheco Gonçalves Januário foi admitida na Força Naval e agora atua como cantora lírica na Banda Sinfônica do Corpo de Fuzileiros Navais.

Vinda de família de músicos, Dhielen define sua função como honrosa, mas cheia de responsabilidade. “Ser cantora lírica é uma grande responsabilidade porque, além de se expor, você defende a sua pátria e o nome da Marinha do Brasil”, diz.

O instrumento chamado caixa de guerra é companheiro inseparável do 2º sargento Jean Cloude Porto de Souza, que já teve a oportunidade de se apresentar junto à BMCFN em evento militar, na Escócia. Para ele, apresentar-se para um público grande ou pequeno é muito gratificante. “Tocar nessa banda é uma satisfação pessoal sem tamanho, pois sentimos a emoção das pessoas durante as apresentações”.

A BMCFN já participou de apresentações como a cerimônia de abertura dos Jogos Pan-Americanos, inauguração do Monumento de Abertura dos Portos às Nações Amigas e na comemoração dos 200 anos da chegada da Família Real ao Brasil. Entre os eventos internacionais, destacam-se a abertura do desfile de 14 de julho em Paris, no "Ano do Brasil na França" e 39º Festival Intercéltico de Lorient, na França.

As gaitas de fole escocesas chegaram ao Brasil por meio de um presente da rainha da Inglaterra
As gaitas de fole escocesas chegaram ao Brasil por meio de um presente da rainha da Inglaterra

Substituição da Bandeira Nacional

No último domingo, os músicos do Corpo de Fuzileiros Navais participaram da troca da Bandeira Nacional, na Praça dos Três Poderes, em Brasília. Durante a cerimônia o Pavilhão Nacional foi hasteado ao som do Hino Nacional, acompanhado de uma salva de 21 tiros de canhão.

Raíssa Santos toca o instrumento Xilofone durante apresentação da Banda do Profesp

Ao final da exibição dos fuzileiros navais, os integrantes da Banda do Programa Segundo Tempo – Forças no Esporte (Profesp) do Grupamento de Fuzileiros Navais, também se apresentaram ao comandante da Marinha, almirante Eduardo Bacellar Leal Ferreira. Para a aluna do Profesp, Raíssa Santos de Jesus, 15 anos, o programa é importante por trazer a oportunidade de participar de eventos como esse. “Estar aqui é um sentimento muito bom porque traz paz e nos deixa muito felizes”, ressaltou a estudante.

Por Lane Barreto
Assessoria de Comunicação Social (Ascom)
Ministério da Defesa
61 3312-4071



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