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UNIFIL terá pela primeira vez a participação da Corveta “Barroso”

Publicado: Sexta, 08 de Maio de 2015, 14h52

Brasília, 08/05/15 – O 10° Contingente Brasileiro, que irá compor a Força-Tarefa Marítima da UNIFIL (FTM-UNIFIL) no Líbano, terá, pela primeira vez, a corveta Barroso como integrante da missão. O objetivo é realizar tarefas de interdição marítima e capacitação da Marinha libanesa.

A corveta irá compor o rodízio, juntamente com as fragatas Constituição, Liberal e União que atuam no local desde 2011. O navio, que é um dos mais novos, está há sete anos no setor operativo e 60% dos equipamentos instalados são nacionais.

Foto: Marinha do Brasil
Corveta Barroso terá como missão realizar interdições marítimas e capacitação da Marinha libanesa
Corveta Barroso terá como missão realizar interdições marítimas e capacitação da Marinha libanesa

A Barroso participou de algumas missões, entre elas a IBSAMAR (sigla em inglês - India-Brazil-South Africa Maritime), indo duas vezes para a África. Em 2014, participou da “IBSAMAR IV”, realizando exercícios conjuntos com as Marinhas da África do Sul e Índia. Durante esse período, promoveu exercícios no mar, contribuindo para o adestramento da tripulação e estreitamento de laços entre as Marinhas participantes.

O navio irá zarpar do Rio de Janeiro em 18 de julho com previsão de chegada no Líbano, em 18 de agosto. Durante um mês de viagem, a corveta faz três paradas de rotina em Salvador (BA), Las Palmas (Espanha), Nápoles (Itália), e por fim, atraca no porto de Beirute (Líbano).

Com uma tripulação de 190 militares a bordo, o navio permanece no Líbano até fevereiro de 2016. Assim que a corveta Barroso assumir a missão, a Fragata União retornará ao Brasil. Além da tripulação, o navio leva um destacamento aeroembarcado e o Grupamento de Fuzileiros Navais.

O objetivo é que no futuro a Marinha libanesa possa exercer as tarefas que hoje estão sendo cumpridas pela FTM-UNIFIL.

Semana Preparatória

Para compor a FTM-UNIFIL, os dez oficiais selecionados do 10° Contingente Brasileiro passaram por uma semana de atividades preparatória que se encerrou nesta sexta-feira (08). O ciclo de palestras, realizado no Ministério da Defesa, foi conduzido pelo Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA).

O chefe de Operações Conjuntas do Ministério da Defesa (CHOC), almirante Ademir Sobrinho, abriu o evento e alertou para as divergências locais. “A situação no Líbano é delicada onde política e religião estão ligadas. Não se fala de uma sem se falar de outra. É fundamental conhecer muito bem as culturas e os costumes locais para saber se estamos falando com um sunita, maronita ou xiita”, afirmou. Ainda segundo ele, “existem regras claras da ONU referente ao relacionamento com a população. Não é apenas o nome da Marinha, que levamos, e sim o nome do Brasil”, ressaltou o almirante. 

Foto: Jorge Cardoso
Chefe de Operações Conjuntas do ministério da Defesa, almirante Ademir ministra palestra preparatória para UNIFIL.
Chefe de Operações Conjuntas do ministério da Defesa, almirante Ademir ministra palestra preparatória para UNIFIL.

Ademir falou ainda que o Brasil detém grande prestígio na força tarefa pelo modo diplomático como conduz esta missão. “A ONU aconselha uma operação de paz tranquila, mas cuja presença é imprescindível. Existe uma rivalidade política, religiosa e econômica entre Israel e Líbano. Estamos lá para evitar a entrada de armas neste país e também treinar a Marinha libanesa”, acrescentou o chefe do CHOC.

Durante toda a semana, os militares, que compõem o Estado-Maior da Força-Tarefa Marítima da UNIFIL (FTM-UNIFIL) e a tripulação do navio, tiveram a oportunidade de, por meio de palestras, conhecer a situação atual do Líbano, principais desafios e responsabilidades logísticas da UNIFIL. Foram apresentadas, também, a estrutura política local e conceitos básicos de proteção e promoção de mulheres e crianças nas Operações de Paz da ONU.

Após a capacitação dos militares, o comandante da corveta Barroso, capitão-de-fragata Alexandre Amendoeira Nunes, acredita que a missão será um grande aprendizado para todos. “Será um ganho profissional, pois vamos colocar em prática diversos ensinamentos e adestramentos que tivemos ao longo da carreira, em um ambiente conflituoso”, afirmou Amendoeira.

Para o comandante do navio, os contingentes sempre deixam seu legado pelo profissionalismo da missão, “nós esperamos aprender com a situação que iremos vivenciar, levando esses conhecimentos para as próximas gerações e, assim, o Brasil continuar contribuindo com a paz na região”, acrescentou.

A próxima fase de preparação será a capacitação dos militares no Centro Conjunto de Operações de Paz do Brasil (CCOPAB) e no Centro de Instrução Almirante Sylvio de Camargo (CIASC). A semana de adestramento do ministério da Defesa foi encerrada pelo Subchefe de Logística Operacional, brigadeiro Tarcisio de Aquino Brito Veloso.

Características do Navio
Deslocamento: 2.000 ton (padrão) / 2.100 ton (plena carga)
Dimensões: 95,8 m x 11,4 m x 5,3 m (sonar); 3,7 m (quilha)
Velocidade: 27nós
Raio em Ação: 4.000 milhas a 15 nós
Tripulação: 190 militares
Armamento: Míssil antinavio MM-40 EXOCET; 1 canhão Vickers 4,5 polegadas (115 mm), com alcance de 22 Km; 1 canhão antiaéreo Bofors 40mm/70; e lançadores para torpedo Mk-46.
Helicóptero: 1 Westland AH-11A Super Lynx.

Por Ten. Fayga
Assessoria de Comunicação Social (Ascom)
Ministério da Defesa
61 3312-4071

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