Acessibilidade
Ir direto para menu de acessibilidade.
Início do conteúdo da página

Silva e Luna destaca necessidade de cooperação na abertura 13ª Conferência de Ministros de Defesa das Américas

Cancún, México, 08/10/2018 - O Brasil tem buscado incrementar diálogos nas áreas de defesa e segurança para alinhar percepções e reforçar laços de confiança, destacou o ministro da Defesa, Joaquim Silva e Luna, em sua palestra durante a abertura da 13ª Conferência de Ministros de Defesa das Américas (CMDA), em Cancún, no México, na segunda-feira (8)."Tratamos de crimes transnacionais, tráfico de armas e drogas, processos migratórios, assistência humanitária, entre outros", disse o representante brasileiro aos colegas de defesa do continente americano.

Evento reúne representantes da Defesa de 34 países do continente americano

O ministro destacou que o entorno estratégico ganha cada vez mais legitimidade. "Nossas fronteiras são traços de união. A nada somos indiferentes. A nossa estratégia é de cooperação recíproca e plena", complementou. Ele ainda ressaltou que o mundo vive experimentando um período de reacomodação de poder. "Nesse jogo de poder, uma nação isolada se enfraquece, e vai exercer um papel marginal se lhe for consentido e houver conveniências”, complementou.

Ao pontuar que o Brasil tem fronteiras físicas com dez países do hemisfério sul, o representante da Defesa disse que o país mantém fronteiras afetivas com todos. "Essas fronteiras nos unem. O Brasil não é apenas um país pacífico, mas também pelas experiências exitosas em missões de paz, é um país provedor de paz", reforçou.

Silva e Luna ainda lembrou dos valores da nação brasileira, "o respeito aos direitos humanos, a igualdade entre nações, a não intervenção, a solução pacífica de conflitos, o repúdio ao terrorismo e a preservação da democracia”, enumerou.

Em sua palestra, ministro Silva e Luna destacou valores da nação brasileira

Sobre o evento, o ministro afirmou que nas reuniões bilaterais o Brasil tem interesse em parcerias estratégicas em produtos de defesa, defesa cibernética, formação militar, ajuda humanitária, entre outros. "Estamos trocando experiências e aprendizado. Busca-se oportunidades, confiança e o desenvolvimento econômico", comentou.

Primeiro dia da conferência é marcada por reuniões bilaterais

No primeiro dia de encontro, o ministro teve reuniões com seus homólogos do Chile, Estados Unidos, México, Guatemala e Bolívia. A conferência prossegue até quarta-feira (10) quando será concluída a Declaração de Cancún e anunciados os países que sediarão as próximas edições da CMDA.

Ministro brasileira (direita) conversou com homólogos do Chile, Estados Unidos, México, Guatemala e Bolívia

Conhecimento e integração

A Conferência de Ministros de Defesa das Américas (CMDA), criada em 1995, é uma reunião política multilateral de caráter internacional. O encontro é dirigido pelos Ministérios da Defesa do continente americano, com a autorização dos governos de seus respectivos países. A intenção é promover a reciprocidade de conhecimento e o intercâmbio de ideias em nível ministerial tanto no campo da defesa quanto na segurança hemisférica em 34 países do continente americano.

Em 2000, o Brasil sediou a quarta edição do encontro, na capital do estado do Amazonas, Manaus. Durante o ciclo 2017-2018 cinco grupos de trabalho se dedicaram a temas como mecanismos de cooperação, assistência humanitária, meio ambiente, equidade de gênero, meio ambiente, entre outros.

Por Alexandre Gonzaga

Assessoria de Comunicação Social (Ascom)
Ministério da Defesa
(61) 3312-4071

registrado em:
Fim do conteúdo da página