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Entrevista - Nathalie Torreão Serrão

Brasília, 8/12/2016 - Nathalie Torreão Serrão alcançou o 1º lugar no VII Concurso de Dissertações e Teses sobre Defesa Nacional na categoria “Doutorado de Instituição de Ensino Superior Civil” com o trabalho: “Indústria de Defesa, Complexidade Econômica e Inovação: estudo do spin-off baseado em modelem fuzzy” .

Ela participou do Programa de Pós-Graduação em Ciência Política da Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói (RJ) e, atualmente, mora em Recife. Confira, abaixo, trechos da entrevista dada por Nathalie à Comunicação Interna do Ministério da Defesa:

Foto: 1° Ten Maurilio Kelly/MD

Qual foi a sua reação ao receber o resultado do Concurso e como é ter alcançado o primeiro lugar?

Nathalie: Recebi a notícia do prêmio logo antes do meu aniversário. Teria sido o melhor presente, mas o melhor foi saber da primeira colocação no dia seguinte às comemorações. É um grande privilégio ver minha tese como primeira colocada entre os trabalhos de tantos colegas de valor. É um momento sem igual. Por um lado, o sentimento de dever cumprido, de concretizar minha função como cientista contribuindo com meu grão de areia para o futuro do país. Por outro, o entusiasmo frente a trabalhos futuros e a prosseguir nesta carreira.

Qual a maior dificuldade para o desenvolvimento do seu trabalho?

Nathalie: Toda pesquisa científica enfrenta diversos desafios. No meu caso, os principais óbices transformaram-se em vantagens no decorrer do doutorado: a multidisciplinaridade do tema, a dificuldade intrínseca aos trabalhos comparativos do tipo Large-N frente à limitação do tipo de dados disponíveis e o volume dos dados uma vez contornada a restrição. Por último, o peso da responsabilidade ao escolher um tema polêmico, mas de grande relevância para o Brasil atual.

Qual a importância em falar sobre Defesa Nacional?

Nathalie: Hoje em dia, os conceitos de defesa e segurança evoluíram, tornaram-se mais complexos e abrangentes, refletindo a maior interdependência e multipolaridade do mundo globalizado. Temos novas ameaças e fronteiras mais permeáveis. O Brasil é um dos países com maior riqueza em recursos naturais em um mundo caminhando cada vez mais para a escassez. Mesmo sendo um país pacífico, sem conflitos ou ameaças iminentes, a defesa é o que permite buscar e defender os interesses nacionais. Sem estabilidade (e já estamos sofrendo com isso), sem proteção, não é possível haver crescimento econômico, desenvolvimento, progresso científico e tecnológico, de tal forma que assegurar a Defesa Nacional é uma obrigação do Estado, é um direito do cidadão garantido na Constituição. Entendo, não obstante, que seja difícil contemplar essa necessidade a longo prazo.

Qual o principal ponto que você gostaria de destacar em seu trabalho?

Nathalie: Gostaria de ressaltar a originalidade metodológica da minha pesquisa, em que aplico lógica fuzzy, ainda pouco utilizada no âmbito da ciência política brasileira, na modelagem de Índices de Complexidade Industrial (ICI), indicadores para aferir o nível científico e tecnológico da indústria de defesa (DEF), da indústria de alta tecnologia (HighTech) e da indústria como um todo (ECON), com dados para 171 países de 1950 a 2012.

Que dicas você daria para quem deseja participar do próximo Concurso?

Nathalie: Diria que a meta principal durante o desenvolvimento e escrita de uma dissertação ou uma tese deve ser o rigor científico e a exaustão, no texto, dentro do possível, das dúvidas dos futuros leitores. Portanto, debata, discuta, converse com quem discorde, escute opiniões divergentes, essa é a melhor estratégia. Seja sincero sobre as perguntas em aberto e as limitações da pesquisa. Com esse cuidado e atenção para com os leitores, não importa qual caminho a sua tese percorrer, será sempre motivo de orgulho para o/a autor/a.

Por Débora Sampaio

Assessoria de Comunicação Social (Ascom)
Ministério da Defesa
61 3312-4071

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