Acessibilidade
Ir direto para menu de acessibilidade.
Você está aqui: Página Principal > Anistia > Uncategorised > Estudo sobre atuação de empresas privadas na guerra leva segundo prêmio da Defesa
Início do conteúdo da página

Estudo sobre atuação de empresas privadas na guerra leva segundo prêmio da Defesa

Foto: Gilberto Alves/MD
Brasília, 9/12/2015 - Giovanni Roriz Lyra Hillebrand é formado em Relações Internacionais pelo Centro Universitário de Brasília. Com a monografia – A Privatização da Guerra? A participação das Empresas Militares Privadas em Conflitos Armados e o Papel do Estado Enquanto Ator Internacional- ele alcançou o segundo lugar no II Concurso de Monografia sobre Defesa Nacional (CMDN).

Em entrevista à Assessoria de Comunicação (Ascom) do Ministério da Defesa, Giovanni falou de assuntos como a importância do concurso e a escolha do tema para a monografia. Segue trecho da entrevista:

Pergunta: Quando surgiu a ideia de falar sobre Defesa e, em específico, sobre a participação das empresas militares privadas em conflitos armados?

Resposta: Ao pesquisar sobre alguns conflitos internacionais do século XXI, encontrei na literatura referências a uma tendência não muito explorada pela bibliografia com a qual tive contato ao longo do curso de Relações Internacionais: a contratação de empresas especializadas para atuação direta em guerras.

Assim, ao invés do envio direto de soldados nacionais para o campo de batalha, os Estados têm uma alternativa na terceirização de atividades que vão desde as operações logísticas até a linha de frente dos conflitos. Ao aprofundar sobre o tema tive a certeza que gostaria de trabalhá-lo na minha monografia.

P: O que mais te motivou a falar sobre o tema escolhido?

R: Eu queria entender como funcionava e o que representava este fenômeno cada vez mais utilizado que é a “privatização da guerra”. Em especial, gostaria de pesquisar como esta tendência pode influenciar o papel do Estado no cenário internacional, desde a sua soberania até a percepção da população sobre seu processo decisório – sendo esses alguns itens que busquei compreender no trabalho.

Percebi, tão logo dei início ao levantamento bibliográfico, que não há escassez de material sobre o tema. Pelo contrário, fui surpreendido pela quantidade de artigos disponíveis, ainda que não tanto em português, e pela profundidade das discussões.

P: Como você se sentiu quando ficou sabendo que alcançou o segundo lugar no II Concurso de Monografias sobre Defesa Nacional?

R: Primeiramente, confesso que foi uma grata surpresa a colocação no Concurso de Monografias. Ao se tratar do mais renomado concurso de monografias sobre o tema no país, sei que concorri com as melhores monografias apresentadas nos últimos anos.

Tinha expectativa de estar entre os oito selecionados, e quando fui comunicado que tinha conquistado o segundo lugar, o sentimento foi de muita felicidade e de confirmação de um trabalho bem realizado. A experiência tem sido bastante gratificante, demonstrando que estou no caminho certo, e as duas principais sensações que ficam são de dever cumprido e vontade de seguir em frente.

P: Qual a importância de participar do II CMDN?

R: Ainda na minha graduação, tive contato com o material de divulgação do I CMDN, não podia participar, até porque ainda não tinha finalizado a minha monografia, mas já tinha a certeza que inscreveria meu trabalho no próximo concurso, caso ele viesse a se confirmar.

A inscrição da minha monografia no II Concurso foi, portanto, natural, já que esta é uma grande oportunidade de ter o seu trabalho avaliado por uma banca especializada nos temas de defesa e de segurança internacional. A chance de ter sua monografia lida por militares das mais altas patentes e por grandes acadêmicos e doutores de renome já é o suficiente para demonstrar a importância do concurso.

O reconhecimento de que seu trabalho está entre os melhores do país, então, é de um sentimento indescritível.

P: Como foi desenvolver o trabalho?

R: A escolha do tema foi um dos momentos mais delicados, já que é necessário um recorte que permita uma pesquisa aprofundada e condizente com o nível esperado de uma monografia. Passado esse momento, diria que a dificuldade encontrada esteve dentro do esperado para um trabalho final.

Tenho certeza ainda que o acompanhamento do meu orientador, professor Frederico Seixas Dias, foi fundamental para o bom desenvolvimento da monografia. Simples conversas resultavam em importantes ideias para a organização do texto, além de muitas indicações de fontes para a pesquisa.

Aproveito para agradecê-lo. Certamente foi muito enriquecedor compartilhar esta experiência com um professor verdadeiramente entusiasta da pesquisa científica.

Por Débora Sampaio

Assessoria de Comunicação Social (Ascom)
Ministério da Defesa
61 3312-4071

Fim do conteúdo da página