Acessibilidade
Ir direto para menu de acessibilidade.
Você está aqui: Página Principal > Anistia > Uncategorised > Premiada abordou inteligência e operação de paz em monografia
Início do conteúdo da página

Premiada abordou inteligência e operação de paz em monografia

Foto: Gilberto Alves/MD
Brasília, 9/12/2015 - Com a monografia Atividade de Inteligência em Operações de Paz da ONU: rumo à institucionalização? Giovanna Marques Kuele ficou em primeiro lugar no CMDN II. Ela fez o trabalho quando era estudante de Relações Internacionais na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Atualmente, Giovanna faz mestrado em Estudos Estratégicos Internacionais também na UFRGS.

Em entrevista à Assessoria de Comunicação (Ascom) do Ministério da Defesa, Giovanna falou de temas como Operações de Paz e a participação de mulheres em assuntos relacionados à Defesa Nacional. Leia trechos da entrevista:

Pergunta: Por que você resolveu fazer um trabalho sobre Defesa e, em específico, sobre atividade de inteligência em operações de paz da ONU?

Resposta: A ideia surgiu em uma conversa com meu orientador, o professor Marco Cepik, no início de 2014. Eu havia recém voltado de um intercâmbio acadêmico nos Estados Unidos e tinha interesse em pesquisar sobre defesa, particularmente, estudos de inteligência.

Veio a ideia de desenvolver a monografia sobre a atividade de inteligência em operações de paz da ONU, e, em paralelo, participar em um projeto, como bolsista de iniciação cientifica, orientada pelo professor Marco Cepik, sobre sistemas nacionais de inteligência em perspectiva comparada.

P: Qual sua principal motivação para escrever sobre o assunto?

R: Meu principal interesse motivação para estudar defesa e, em particular, a atividade de inteligência em operações de paz, foi perceber a importância das operações de paz, tanto para a segurança internacional, quanto para o Brasil.
A importância para a segurança internacional evidencia-se na medida em que, por exemplo, há hoje 16 missões em andamento, que acabam por influenciar dinâmicas regionais de segurança, e mais de 120 países contribuindo com tropas, pessoal militar e policial. Ademais, ocorrem em algumas das principais zonas de conflito no mundo.

A importância para o Brasil evidencia-se pelas operações de paz terem adquirido uma posição importante na agenda de defesa. Além de terem sido frisadas na Estratégia Nacional de Defesa (2008), o Brasil assumiu tarefas de comando militar e de coordenação em missões no Haiti (MINUSTAH), na República Democrática do Congo (MONUSCO) e no Líbano (UNIFIL) e investiu na criação do Centro Conjunto de Operações de Paz do Brasil (CCOPAB).

P: Como você se sentiu quando ficou sabendo que alcançou a primeira colocação no II Concurso de Monografias sobre Defesa Nacional?

R: Muito feliz e honrada de ser a primeira colocada em um concurso tão distinto como o II Concurso de Monografias sobre Defesa Nacional. É muito gratificante ver minha monografia, a qual exigiu bastante esforço e dedicação, sendo premiada.

P: Qual a importância de participar do II CMDN?

R: É muito importante participar. O concurso estimula e serve para a difusão da produção acadêmica sobre defesa nacional, além de contribuir para consolidação do pensamento de defesa no país.

P: O que você tem a destacar sobre o concurso?

R: Gostaria de ressaltar o crescimento da participação de mulheres nessa segunda edição, visto que das oito monografias premiadas, cinco são de autoras mulheres, o que é motivo de orgulho especial para nós. Ao mesmo tempo, espero que sirva de inspiração para que continuemos escrevendo e para que outras mulheres se dediquem a pesquisar na área de Defesa Nacional.

P: Como foi desenvolver o trabalho?

R: Foi difícil, mas muito estimulante e, no final, vendo ele pronto, gratificante. As principais dificuldades foram relacionadas à carência de bibliografia acadêmica sobre as operações de paz mais recentes (com exceção da MINUSTAH), especialmente sobre a atividade de inteligência nelas.

Para tanto, realizei uma série de entrevistas no formato semiestruturado com militares e civis que estiveram em operações de paz e com acadêmicos estudiosos do assunto. Essas entrevistas foram parte indispensável do trabalho e sou muitíssimo grata aos entrevistados. Ademais, aprendi muito com elas, pois tive a oportunidade de me aproximar do meu objeto de pesquisa, conhecendo melhor sua realidade.

Por Débora Sampaio

Assessoria de Comunicação Social (Ascom)
Ministério da Defesa
61 3312-4071

Fim do conteúdo da página