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7 e 8 de abril

Publicado em Quarta, 06 Abril 2016 11:21 | Última atualização em Quarta, 06 Abril 2016 11:25

1827 — Começa o combate naval de Monte Santiago (Guerra da Cisplatina). Os navios com que saíra na véspera o almirante argentino Brown (dois), os brigues Independência e República, encalharam, e outro, a barca Congreso, fugindo dos nossos caçadores, refugiou-se na Ensenada. A escuna Sarandí tomou posição junto dos navios varados. O almirante Pinto Guedes (barão do Rio da Prata), ouvindo os tiros, reuniu-se a Norton, que dirigia a perseguição. Por ordem do almirante, entraram em ação os brigues Pirajá (comandante Botas), Independência ou Morte (Clare) e 29 de Agosto (Rafael de Carvalho), as escunas D. Paula (Costa Pereira), Conceição (Wilson) e Itaparica (Petra de Bittencourt) e o iate 29 de Agosto (Carvalho e Melo). Ao meio-dia, aproximou-se a corveta Liberal, levando o capitão de mar e guerra Norton, encarregado de dirigir o fogo. A pouca água e a falta de vento tornaram impossível nesse dia um combate decisivo. Às 17h, o almirante fez sinal de cessar-fogo e de vigiar de perto os movimentos do inimigo.

1827 — Combate naval de Monte Santiago. Continua a ação iniciada na véspera. Só às 11h, ajudados pela viração que se levantou, puderam os nossos navios renovar o combate. As pequenas escunas D. Paula (Costa Pereira), Conceição (Wilson), Itaparica (Petra de Bittencourt), Maria Teresa (Ed. Wandenkolk) e, depois, a Rio (Cowen) foram dar fundo em duas linhas, nos lugares designados por Norton. Entraram também em combate, mas a distância maior, e não ao mesmo tempo, as corvetas Liberal (Hayden) e Maceió (Raposo), o lúgar Príncipe Imperial (França Ribeiro) e os brigues Caboclo (Inglis), 29 de Agosto (Rafael de Carvalho) e Rio da Prata (Lamego). Nunca, entretanto, estiveram no fogo mais de oito navios brasileiros, porque era preciso ter sempre alguns destacados para oeste, vigiando a Congreso, na Ensenada. Às 11h30 foi morto o comandante Rafael de Carvalho. Ao meio-dia retirou-se a Liberal, porque fazia muita água e tinha quase esgotado a munição. Às 14h, o Rio da Prata, estando no mesmo caso, foi chamado pelo almirante, fundeado a grande distância. Com a enchente da maré, a fragata Paula (Parker) seguiu rebocada para o lugar da ação, mas, chegado a distancia de tiro, encalhou às duas horas e só pode fazer trabalhar as peças de proa. Pelas 16h, o Independência, muito destroçado e consumidos os projéteis, arriou a bandeira e foi abordado pelos nossos escaleres e lanchas. Ao anoitecer, o almirante argentino fez incendiar o República e, durante a noite, conseguiu fazer sua retirada para Buenos Aires na Sarandí, evadindo-se também da Ensenada a Congreso. O Independência, que não pode ser desencalhado, foi destruído, no dia 9, por ordem do almirante brasileiro. Esse navio montava 24 peças e caronadas, e o República 18. [Nota do Barão do Rio Branco, em artigo de sua autoria sobre James Norton, no Jornal do Commercio de 12 de outubro de 1911: “Nomes de alguns oficiais argentinos prisioneiros nesse combate: Roberto H. Ford, Prudêncio Morguiondo, William Attwell, William Hall, cirurgião doutor Phillips, Patricio Drury e José Celidonio Elordi.]

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